quarta-feira, 19 de abril de 2017

Todo dia é dia de índio


Ainda que uma das propostas do curso seja o não aprisionamento a datas comemorativas, hoje, dia do índio, fiz uma atividade muito significativa com os pequenos. 
Mediante aos acontecimentos, ao desrespeito que ainda atualmente os índios sofrem, resolvi mostrar um pouco da beleza da cultura indígena. 
Comecei a atividade com a leitura do livro Kabá Darebu, editora Brinque-Book, Ilustrado por Maté, que conta a história de um menino-índio que fala, com bastante sensibilidade, sobre o jeito de ser de seu povo. "Nossos pais nos ensinam a fazer silêncio para ouvir os sons da natureza; nos ensinam a olhar, conversar e ouvir o que o rio tem para nos contar; nos ensinam a olhar os voos dos pássaros para ouvir notícias do céu; nos ensinam a contemplar a noite, a lua, as estrelas..." A história foi criada pelo escritor e professor brasileiro Daniel Munduruku, pertencente à etnia indígena Munduruku.
O texto riquíssimo, que aborda aspectos importantes da cultura indígena, nos possibilita desenvolver diferentes atividades. Escolhi a música como tema para trabalhar, mais especificamente os instrumentos musicais. 
Devido a seu peso social e ritual, a música para o indígena é algo muito importante. Ela está presente nas diversas manifestações culturais e sociais, faz parte dos rituais, da socialização. Canta-se na aldeia para dançar, para contar histórias, para falar com os deuses, para curar. 
No Brasil, os índios usam predominantemente instrumentos de sopro ou percussão, como a flauta, o chocalho (ou maracá), o reco-reco (feito com casca de tartaruga), as trombetas de cuia e os bastões de ritmo, e o pau de chuva, um instrumento musical idiofónico, ou seja, o corpo do instrumento produz o som de percussão, feito com um longo canudo de madeira onde se colocam várias sementes. Quando o instrumento é mexido, o canudo faz um som igual ao das chuvas das florestas da Amazônia, por isso o nome. 
Cada tribo possui seus instrumentos específicos, feito com materiais que variam de lugar para lugar; ossos de aves e outros animais, cabaças, bambus, cascas de árvores, dentre outros. O próprio corpo também é considerado como um instrumento musical. Batendo os pés os índios dão ritmo a melodia dos instrumentos. Acompanhados da música sempre estão as danças.
Nesse contexto, após o bate-papo depois da história, convidei os pequenos para a mesa de trabalho para produzirmos juntos o nosso pau de chuva artesanal, utilizando os seguintes materiais: 


- Tubo de papelão.
- Palito de churrasco
Pau de Chuva
- Feijão 
- Fita crepe
- Tinta preta
- Cotonete
- Tesoura


Inseri previamente pequenos pedaços de palitos cortados no tubo de papelão e cobri uma das pontas. As crianças encheram o tubo com feijão e depois fechei a outra ponta. Depois com cotonete e tinta preta, fizeram desenhos inspirados na arte indígena.